Museu de Rochas e Minerais

Conglomerados

Seixos, cascalhos ou calhaus rolados e fixados em uma matriz ou massa finamente granulada, por vezes aparecendo como um concreto grosso. Originários de praias, lagos e depósitos fluviais, são quase sempre associados a depósitos de arenito e arcósio. As formas muito compactas podem ser cortadas e polidas

Textura Variável.
Cor Depende do tipo de rocha.
Ocorrência No mundo todo.
Uso Agregados ornamentais.

Brechas

Semelhantes aos conglomerados, mas com fragmentos de rochas angulares. A matriz é cimentada por calcita ou sílica secundária. Originárias de zonas de entulhos ou falhas, sendo freqüentemente encontradas perto de conglomerados, arcózios e arenitos.

 

Textura Matriz finamente granulada.
Cor Depende do tipo de rocha.
Ocorrência No mundo todo.
Uso Agregados ornamentais.
Arenitos

Areia na qual os grãos são cimentados por calcita ou sílica secundárias. Podem ser macios, com cimento solto, ou bem cimentados e duros. Ocorrem como camadas espessas e estratificadas, em seqüências sedimentares, apresentando muitas vezes, acamamento em correntes ou dunas.

Textura Arenosa.
Cor Amarelado ou acastanhado.
Ocorrência No mundo todo.
Uso Construção civil.
Calcários

Rochas compactadas e esbranquiçadas, que entram em efervescência no ácido clorídrico diluído. Podem ser ricas em fósseis.  A cor varia de branca a amarelada, cinza ou preta. Formada em mares antigos por precipitação ou acúmulo de conchas ricas em calcita, recifes de corais em volta de fontes de águas quentes. As variedades incluem cristalino, crinífero, pisólito e calcário de recifes.

Textura Grosso ou bem granulado.
Cor Branco, cinza ou preto.
Ocorrência No mundo todo.
Uso Fonte de cimento, construção civil, giz para quadro negro.
Folhelhos

Rompem-se facilmente em placas finas, ao longo de planos paralelos à estratificação original. Textura finamente granulada, de coloração amarelo-ouro a vários tons de cinza. Originários de antigos depósitos de lama, ocorrem na maioria das seqüências sedimentares de arenito fino e calcário.

Textura Finamente granulada.
Cor Amarelo-ouro, cinza.
Ocorrência No mundo todo.
Uso Fonte de fósseis.

 

 

Granitos

Compostos de feldspatos e quartzos, com acessórios de biotita e muscovita. O quartzo aparece em forma de grãos cinza vitrificados. Associam-se a montanhas que sofreram processos de dobramentos como Himaláia, Andes, Rochosas e Apalaches. Existem inúmeras variedades como pegmatito, microgranito, aplito e orbicular.

Textura Granular, com granulação grossa.
Cor Preto, branco, prateado.
Ocorrência No mundo todo.
Uso Construção civil.

 Sienitos

Compostos de ortoclásio e plagioclásio, com pequenas quantidades de hornblenda, mica, augita e magnetita. Podem também conter nefelina e leucita. São geralmente encontrados nas câmaras de magma subjacentes a vulcões traquíticos.  As variedades incluem anortosita e nefelina-sienito.

Textura Granular, com granulação grossa.
Cor Branco, rosa-acinzentado e cinza.
Ocorrência No mundo todo, especialmente nos Alpes, Alemanha, Noruega, Açores, África, Rússia e EUA.
Uso Construção civil, superior ao granito, em alguns casos.

Granodioritos

Formam grandes massas intrusivas no substrato de cadeias montanhosas, sendo encontrado em associação com batólitos graníticos. Compostos de mais plagioclásio do que ortoclásio e quartzo, também apresenta traços de biotita, hornblenda, apatita e titanita.

Textura Granular e grosso.
Cor Cinza pálido a médio.
Ocorrência No mundo todo, especialmente Escandinávia, Brasil, Canadá e EUA.
Uso Construção civil e agregados para a pavimentação.

Basaltos

Compostos por piroxênio e plagioclásio, olivina, óxidos de ferro e biotita cor de bronze, é o equivalente finamente granulado do gabro. É encontrado nos fluxos de lava, rochas intrusivas e diques associados a vulcões. As variedades incluem olivina-basalto e quartzo-basalto.

Textura Afanítica.
Cor Cinza esverdeado escuro a preto.
Ocorrência No mundo todo, especialmente Canadá, Groenlândia, Índia, Escócia e EUA.
Uso Agregados para pavimentação, fonte de minério de ferro, safira e cobre nativo.

Ardósias

Rochas foliadas, de granulação muito fina, que se partem em lâminas delgadas e ocorrem em ambientes metamórficos. Às vezes contêm cristais de pirita bem formados. Compostos de mica, quartzo e outros minerais, são encontradas em áreas de folhelhos regionalmente metamorfisados, ou de tufos vulcânicos.

Textura Laminada, com granulação muito fina
Cor Cinza médio a escuro, amarelo-ouro.
Ocorrência No mundo todo.
Uso Cobertura de telhados e rochas ornamentais.

Xistos

Compostos principalmente por biotita, muscovita e quartzo e, ocasionalmente, de clorita verde, granada estaurolita e cianita. As variedades incluem xisto verde, mica xisto, granada mica xisto, estaurolita-cianita xisto e anfibólio xisto.

Textura Xistosa, com grãos minerais laminados ou alinhados.
Cor Listrado, prateado, preto-e-branco ou verde
Ocorrência No mundo todo.
Uso Fonte de minerais para colecionadores.
GNAISSES

Rochas de granulação grossa, com variedades mais escuras, contendo abundância de feldspato. Compostos principalmente por feldspato, com mica, quartzo, hornblenda e granada. Encontrados nos substratos de sistemas de montanhas de dobras. Os gnaisses-granitos são os mais comumente encontrados.

Textura Gnássica, com granulação grossa.
Cor Esbranquiçado a cinza escuro.
Ocorrência No mundo todo.
Uso Construção civil, rochas ornamentais.
Mármores

Granoblásticos, com granulação fina a grossa, e que entram em efervescência na presença do ácido clorídrico diluído. Apresentam faixas de várias cores e, às vezes, possuem veios. São compostos de carbonato de cálcio, sendo encontrados em zonas de calcários metamorfisados regionalmente.

 

Textura Granulacão fina a grossa, granoblástica.
Cor Variável, geralmente listrado, com faixas escuras e claras.
Ocorrência No mundo todo.
Uso Construção civil, rochas ornamentais.

 

Cobre

Dúctil, maleável, com brilho metálico. É opaco e se dissolve em ácido nítrico. O cobre puro ou nativo é normalmente de origem secundária nos veios de minério de cobre, no calcário, na ardósia e próximo a rochas ígneas.

Estrutura do Cristal Isométrica.
Cor Vermelho-acobreado.
Ocorrência Rússia, Reino Unido, Austrália, Bolívia, México e EUA.
Uso Fios condutores de eletricidade, em liga de estanho (produzindo o bronze) e zinco (produzindo o latão).

Prata

Maleável, dúctil, com brilho metálico. A prata geralmente ocorre em ligas com ouro e cobre e pode ser encontrada na forma de cristais distorcidos, reticulados e arborescentes. A prata pura é rara e está geralmente associada a minerais de prata.

Estrutura do Cristal Isométrica.
Cor Branca-prateada.
Ocorrência Noruega, Europa, EUA, Austrália, Chile, México e Canadá.
Uso Cunhagem de moedas, jóias, ornamentos e eletrônica.
Ouro

Maleável, com brilho metálico, geralmente ocorre em ligas com prata. O ouro comum contém 10 % de prata e a liga electrum, 38 %, enquanto outras variedades, contêm até 20 % de cobre e paládio. Ocorre principalmente em veios de quartzo e depósito superficiais de areias ou pedregulhos, mas também em rochas ígneas, metamórficas e sedimentares.

 

Estrutura do Cristal Isométrica.
Cor Amarelo-dourado, amarelo-claro.
Ocorrência No mundo todo.
Uso Padrão monetário, jóias, eletrônica, anteparo de janelas de aviões.

 

Calcopirita

Semelhante à pirita, porém de cor mais intensa e geralmente iridescente. Normalmente massiva, quebradiça e solúvel em ácido nítrico. Tem brilho metálica e é opaca. Encontrada em veios metalíferos de granitos, gnaisses e xistos. Associada a bornita, malaquita, azurita e quartzo.

Estrutura do Cristal Isométrica.
Cor Latão-dourado, sem brilho.
Ocorrência Alemanha, Itália, França, Reino-Unido, Espanha, Suécia, América do Sul,  Namíbia, EUA e Austrália.
Uso Principal minério de cobre.
Galena

Dispersa em leitos e veios pela ação hidrotermal de fluidos mineralizantes. Encontrada em calcários, dolomitos, granitos e outras rochas cristalinas, mostra-se sempre associada à esfarelita, à pirita, à calcita e ao quartzo.

Estrutura do Cristal Isométrica.
Cor Cinza, às vezes, prateada.
Ocorrência EUA e Austrália
Uso Principal minério de chumbo e importante fonte de prata.

Bauxita

Formada pela alteração de rochas aluminosas expostas a condições de climas tropicais e depositadas na forma de colóides. Massa amorfas e terrosas, podendo ocorrer na forma de grãos finos.

 

 

 

Estrutura do Cristal Ortorrômbica.
Cor Vermelho a amarelo ou branco.
Ocorrência França, Alemanha, Romênia, Itália, Venezuela e EUA.
Uso Principal minério de alumínio e importante na indústria de cerâmica.
Cassiterita

Encontrada principalmente em rochas graníticas e pegmatitos a elas associados, pode ser quase transparente ou opaca. As variedades incluem pedra-estanho, madeira de estanho e olho-de-gato. Geralmente associada à fluorita, apatita, topázio e volframita, depositadas por fluidos mineralizantes.

Estrutura do Cristal Tetragonal.
Cor Marrom ou preta.
Ocorrência Malásia, Indonésia, Bolívia, Congo,  México, Inglaterra e EUA.
Uso Principal minério de estanho.

Fluorita

Apresenta-se em ampla gama de cores, na forma de cubos, geralmente com bordas chanfradas, reflete cor azulada sob luz ultravioleta e tem brilho vítreo. A Blue-John é uma variedade cristalina, massiva, composta de faixas curvas, azuis e púrpura.

 

 

Estrutura do Cristal Isométrico.
Cor Amarelo, marrom, verde, azul, violeta, rosa e incolor.
Ocorrência Inglaterra, Suíça, EUA, Canadá e Europa.
Uso Vasos e objetos decorativos.
Halita(Sal-Gema)

É a forma natural do sal de mesa e deve ser guardada em local seco. Apresenta brilho vítreo e é quebradiço. É o principal componente da água do mar. Sob pressão, o sal pode fluir para cima e produzir enormes domos na superfície.

 

Estrutura do Cristal Isométrico.
Cor Incolor, branco a marrom-amarelado, cinza-azulado.
Ocorrência No mundo todo.
Uso Principal fonte de sal comum, preparação de vidro, sabão e compostos de sódio.

 

Malaquita

A malaquita é opaca, com tons de verde que se devem à presença de cobre. Os cristais monoclínicos compactos são geralmente nódulos com faixas dispostas radialmente. É mais encontrada intercalada com mineral azul, azurita ou com turquesa ou crisocola. Quando polida, faixas conferem um brilho sedoso a esta pedra tipicamente ornamental.

Estrutura do Cristal Monoclínica.
Cor Tons de verde.
Ocorrência Montes Urais, EUA e África.
Uso Jóias.

Cerusita

Composta por cristais prismáticos brancos, alongados, estriados, geralmente em pequenos grupos estrelados.  Reage ao ácido nítrico, seu brilho é adamantino. Ocorre em zonas oxidadas de veios contendo chumbo, nas quais o minério de chumbo reagiu com água rica em carbonatos.

Estrutura do Cristal Ortorrômbica.
Cor Branca, esverdeada ou cinza.
Ocorrência Sibéria, Áustria, Alemanha, França, Escócia, Tunísia, Namíbia, Austrália e EUA.
Uso Minério de chumbo.

 

 

Ortoclásio

Cristais variando de brancos a transparentes, com aparência perolada. Ocorre nos xistos cristalinos. É a forma mais pura do ortoclásio no granito, no gnaisse granítico e no xisto. Ocorre em drusas abertas e em veios de pegmatitos, nos quais está associada a outros minerais de granito.

Estrutura do Cristal Monoclínico.
Cor Transparente a branco
Ocorrência Suíça, Austrália e Itália.
Uso Colecionadores

Biotita

Tem placas flexíveis, pretas e brilhantes, e pode ser facilmente destacada com faca ou cavilha. É um importante da maioria das rochas ígneas, do granito ao gabro. É encontrada nos granitos pegmatíticos em forma de massas foliadas.

Estrutura do Cristal Monoclínico.
Cor Preto, preto-esverdeado e marrom.
Ocorrência No mundo todo.
Uso Colecionadores

 

 

Apatita

Os cristais são frágeis e variam de transparentes a opacos, com brilho vítreo. Algumas perdem a cor ao serem aquecidas, outras emitem cor amarelo brilhante sob luz ultravioleta. Têm aspecto de absorção específico com linhas intensas, em função de elementos de terras raras.

Estrutura do Cristal Hexagonal.
Cor Incolor, amarelo, verde, azul ou violeta.
Ocorrência No mundo todo.
Uso Fonte de fósforo.

Barita

Cristais tubulares de alta densidade. Apresenta-se também como rosetas de cristais, em arranjos radiais de cor marrom-claro. Ocorre em veios e camadas associados a minérios de chumbo, cobre, zinco e ferro. É associada à fluorita, quartzo, calcita, dolomita e estibinita

Estrutura do Cristal Ortorrômbico.
Cor Branco, esverdeado, marrom avermelhado, pálido.
Ocorrência Romênia, França, Espanha, Inglaterra, EUA, República Checa.
Uso Minério de bário, refinação de açúcar, lama de perfuração na indústria de petróleo, fonte de bário para raios X, pigmento na indústria de papel.

 

 

Crocita

Cristais alongados, geralmente em massas. Brilho adamantino a vítreo. Ocorre na forma de minerais secundários depositados por águas mineralizantes que dissoveram o chumbo de veios adjacentes.

 

Estrutura do Cristal Monoclínico.
Cor Vermelho rosado.
Ocorrência Montes Urais, URSS, Romênia, EUA.
Uso Colecionadores.

Wulfenita

Apresenta-se normalmente na forma de cristais tubulares delgados, associados a minerais de chumbo. É um mineral secundário encontrado nas zonas superiores de depósitos de minério de chumbo. Podem também ocorrer em formas compactas e granulares. É subtransparente a translúcida, com brilho resinoso a adamantino.

Estrutura do Cristal Tetragonal.
Cor Laranja brilhante a amarelo acastanhado a marrom
Ocorrência Europa Oriental, Áustria, Marrocos, Congo, México e EUA.
Uso Minério de Molibdênio.